Tão linda era a borboleta – vendo-se refletida na água do lago, apaixonou-se por si mesma sem desconfiar de que as coisas eram assim. Todos os dias esvoejava sobre as águas, enamorada da imagem colorida que via, namorando o que pensava ser seu par. Tornara-se feliz e jurava-se correspondida, sentia-se completa e favorecida pelas sortes todas deste mundo – não era todo mundo que havia-se em tantas alegrias conjuntas como eram as dela.
E o tempo passou e a borboleta aprendeu a passar o tempo todo parada na superfície da água, em companhia do reflexo que acreditava ser seu amor perfeito e eterno. Até o dia em que um peixe desses vulgares, que habitam lagos vulgares e exercem hábitos de vida vulgares, encontrou – na linda borboleta enamorada de si mesma – alento para a fome que sentia.
2 comentários:
Caramba, hein Sessyllya? Nem parece que gosta de borboletas! Olha o tanto que você judia delas no final! Me lembrou até o final trágico de um de seus maiores clássicos: "o gato e a borboleta".
Seja mais boazinha com elas, hihihih!!!
Gostei!
Abraço!
Quê isso, Ciro! Eu só estou alertando pra elas ficarem mais espertas, ora! Rsrsrs...
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