quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sessyllya em Arbítrio Aplicado


Todo e cada momento de vida é de se fazer as escolhas.

Todo e cada momento oferece infinitas possibilidades de escolha. E cada escolha reflete-se em consequências quase sempre imprevisíveis – que exigem novas escolhas, quase sempre direta ou indiretamente interligadas às escolhas anteriores. Às vezes todas as escolhas parecem ser certas. Outras vezes, parecem ser todas absurdas. Muitas vezes é preciso refazer certas escolhas. Algumas vezes, é preciso simplesmente esquecê-las. É preciso, entretanto, analisar bem as consequências das possibilidades escolhidas, para aprender a decidir pela melhor escolha no próximo momento de vida.

A mente de Sessyllya – labiríntica – enxergava a todo momento mais alternativas de escolha do que parecia ser possível em vidas comuns. Sentia-se, assim, conflituosa diante de tantas possibilidades – pois que cada escolha que fazia a levava à necessidade de outra e mais uma escolha.

Assim Sessyllya pensava quando percebia-se em vida: como se estivesse em labirinto infinito e sem saída, irremediavelmente presa de tudo o que escolhia. Ora era vítima, ora era algoz. Sempre, contudo, sabia-se única responsável por suas escolhas – e suas consequentes consequências.

Sessyllya nunca sabia com certeza por qual caminho andava e nem mais pensava onde ou quando iria chegar em definitivo – afinal, nada existia que fosse de fato definitivo. Única certeza em sua vida era a de estar caminhando – pois que jamais admitiria a escolha do estar parada.


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