E chegou o dia em que a Mennynnah olhou-se no espelho, chorou as últimas lágrimas que ainda lhe restavam e finalmente pediu perdão a si mesma pelo que fez com a própria vida – ou, antes, pelo que deveria ter feito.
Uma parte de si nem se conformava ainda com o erro, mas a outra – bem maior – tornava-se já benevolente. Afinal, a Mennynnah sabia que é da natureza dos seres humanos errar e errar e errar até aprender.
De repente, a Mennynnah sentia mais fácil reconhecer e aceitar a parte de responsabilidade que lhe cabia em relação à própria vida – principalmente quando decidia-se por uma má alternativa a despeito de pressentir o resultado ruim que teria.Sabendo-se a única responsável pelos rumos que seguia na vida, pelo que fez com essa vida e pelo que deixou de fazer com ela, a Mennynnah – enfim – parou de chorar, pediu perdão a si mesma, prometeu ser mais cuidadosa consigo e seguiu em frente.
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